Anvisa aprova novo medicamento para leucemia

O Rydapt é uma droga que inativa mutação em gene que leva à doença. Substância deve ser utilizada em conjunto com quimioterapia.

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Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta terça-feira, dia 10 de abril de 2018, o registro de um novo medicamento para a leucemia mieloide aguda.

O Rydapt (midostaurin) deve ser usado em conjunto com a quimioterapia, segundo a agência. Trata-se de um medicamento de terapia-alvo que inativa mutação no gene FLT3, que leva ao surgimento de glóbulos brancos malignos.

Essa mutação no gene ajuda a produzir as chamadas "células leuquímicas". Essas células assumem o lugar das células sanguíneas normais produzidas pela medula óssea, levando a uma série de sintomas, como fadiga, fraqueza, tonturas e falta de ar.

Os principais sintomas da leucemia decorrem do acúmulo dessas células na medula óssea, prejudicando ou impedindo a produção dos glóbulos vermelhos (causando anemia), dos glóbulos brancos (causando infecções) e das plaquetas (causando hemorragias).

Há casos também de sangramentos quenão cessam, trombose e embolia pulmonar. Essas células mutadas também podem migrar para outros órgãos, levando a uma série de disfunções.

Quem detém o registro do Rydapt (midostaurin) no Brasil é a Novartis, indústria com sede Suíça. O medicamento, no entanto, é produzido e embalado pela Catalent Germany Eberbach Gmbh, localizada na Alemanha.

Dentre os efeitos colaterais da droga, há a possibilidade de ocorrência de febre e baixa contagem de glóbulos brancos. Pele escamada e inflamada também foram observadas. A lista completa dos efeitos está em bula do medicamento, que só é vendido com indicação de especialistas.

Fonte: Bem Estar

 

DIREITOS DO PACIENTE 

Mesmo após o registro na Anvisa, os planos de saúde e o SUS continuam a negar cobertura para esse quimioterápico sob alegação de que se trata de tratamento off-label ou não consta do Rol de Procedimentos da ANS.

Fique atento: cláusulas abusivas no contrato do plano de saúde que limitam o acesso a medicamentos podem ser consideradas nulas pela Justiça. É dever da operadora de saúde garantir cobertura de tratamentos para que o paciente possa buscar a cura de sua doença.

Inclusive, há posicionamento pacificado no TJ/SP, Súmula 102: "Havendo expressa indicação médica, é abusiva a negativa de cobertura de custeio de tratamento sob o argumento da sua natureza experimental ou por não estar previsto no rol de procedimentos da ANS."