Laço do mês: câncer de colo de útero, prevenção e tratamento

Quando confirmado o diagnóstico, os tratamentos mais comuns são cirurgia e radioterapia. No entanto, cada caso deve ser avaliado individualmente, pois o procedimento adequado depende do estágio da doença, do tamanho do tumor e de fatores pessoais, como idade da paciente, por exemplo.

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O câncer de colo uterino é o segundo câncer mais frequente em mulheres brasileiras, ficando atrás apenas do câncer de mama. Estima-se que quase 20 mil mulheres desenvolvam câncer de colo uterino todos os anos no Brasil.

O câncer de colo uterino é causado pelo HPV, um vírus sexualmente transmissível. A infecção pelo HPV é mais grave, e mais capaz de causar o câncer de colo uterino, quando acontece na adolescência. Felizmente nos últimos anos foi desenvolvida uma vacina contra o HPV, que já esta no calendário oficial de vacinação. No Brasil, a vacina é oferecida gratuitamente pelo SUS seguindo o esquema de 2 doses, com intervalo de 6 meses, sendo disponibilizada para: meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos nos postos de vacinação.

EXAME PAPANICOLAU

O ideal é que as mulheres (principalmente as que possuem vida sexual ativa) realizem o Papanicolaou pelo menos uma vez ao ano, para detectar possíveis alterações e aumentar as chances de cura. A maioria – pelo menos dois terços – das mortes causadas por câncer de colo do útero ocorrem em mulheres que não tinham sido rastreadas periodicamente.

Outros exames também podem ser solicitados pelo médico para averiguar a presença de um tumor no útero, como o ultrassom transvaginal, a curetagem uterina (raspagem da parte mais interna do útero) e a histeroscopia com biópsia, método pelo qual uma câmera procura por todo o órgão áreas afetadas e que podem ter lesões ou câncer.

TRATAMENTO

O tratamento do câncer de colo uterino varia de acordo com a extensão da doença. Quando a doença está menor, é possível sua retirada completa pela cirurgia, sendo esse o único tratamento necessário. Quando o tamanho da doença é maior, pode ser necessária a combinação de radioterapia e quimioterapia. Este também é um tratamento extremamente eficaz e capaz de curar a doença. Normalmente usamos medicamentos como a cisplatina, uma quimioterapia antiga mas muito efetiva, com o intuito de aumentar o efeito da radioterapia em tratar e cicatrizar o tumor.

Quando a doença está avançada, isto é, já saiu do útero, causando metástases em outros órgãos, não há um tratamento capaz de curá-la. O objetivo nessa situação é usar a quimioterapia com medicações aplicadas na veia, para que os remédios alcancem todas as partes do corpo e assim reduzir e controlar a doença pelo maior tempo possível.

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Por muitos anos não houve avanço nessa área de tratamento, os cânceres derivados de peles (como o câncer do colo uterino, os cânceres de boca, cabeça e pescoço e os cânceres do epitélio do pulmão) são resistentes a muitos dos medicamentos antigos. No entanto novos tratamentos que atuam em outras áreas, não diretamente no tumor, têm se mostrado eficazes no tratamento de todas essas doenças, um exemplo é o Bevacizumab, nome comercial Avastin.

Este remédio age impedindo a formação de novos vasos sanguíneos, assim menos sangue, oxigênio e nutrientes chega ao tumor. Um estudo recente demonstrou que a combinação deste medicamento com a quimioterapia aumentou o tempo de controle da doença em mulheres com câncer de colo uterino.

Este foi um avanço no tratamento do câncer do colo uterino. Com as novas classes de medicamentos estimuladores da imunidade é provável que outros medicamentos estejam disponíveis em breve para mulheres com câncer de colo uterino.

Fonte: Dr. Felipe Ades Oncologista

 

DIREITOS DO PACIENTE ONCOLÓGICO

Fique atento: cláusulas abusivas no contrato do plano de saúde que limitam o acesso a medicamentos podem ser consideradas nulas pela Justiça. É dever da operadora de saúde garantir cobertura de tratamentos para que o paciente possa buscar a cura de sua doença.

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